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Professor premiado no Encontro Nacional de Educação Matemática

O professor Eduardo Braga, Campus Duque de Caxias, foi premiado no Encontro Nacional de Educação Matemática, que aconteceu de 28 de julho a 1º de agosto de 2025, na Universidade Federal do Amazonas (UFAM), no Instituto de Ciências Exatas, Departamento de Matemática, em Manaus (AM).

A cerimônia de premiação foi realizada no dia 1º de agosto, quando o docente recebeu a medalha das mãos da professora Claudia Groenwald, presidente da Sociedade Brasileira de Educação Matemática.

Eduardo explica o caminho até a medalha. “Participei do Encontro Nacional de Educação Matemática (ENEM) após submeter meu trabalho a um edital promovido pela Sociedade Brasileira de Educação Matemática (SBEM). Entre pesquisas de todo território nacional, fui premiado com a Medalha Maria Laura Mouzinho Leite Lopes, uma honraria que muito me emociona e fortalece a relevância do trabalho que venho desenvolvendo. Além disso, a própria SBEM custeou minha ida à cerimônia de premiação, o que reafirma seu compromisso com o reconhecimento e a valorização das práticas potentes que emergem dos territórios populares e periféricos”.

O trabalho premiado, segundo o professor, é fruto de sua atuação com a Educação de Pessoas Jovens, Adultas e Idosas (EPJAI) na Educação Profissional e Tecnológica (EPT) no IFRJ, Campus Duque de Caxias. “Nele, abordo a temática da fome por meio da matemática, a partir de vivências e análises que emergem do território de Duque de Caxias; espaço de moradia, de luta e de resistência das estudantes que acompanho, em sua maioria mulheres negras. A pesquisa tensiona saberes, convoca o contexto e denuncia a permanência da fome como expressão de desigualdades históricas e estruturais”.

Ao fazer uma avaliação dessa conquista, Eduardo afirma que receber a premiação é reconhecer que há potência na EPJAI - EPT, que há ciência nos territórios periféricos e que há saberes urgentes sendo silenciados. “Levo comigo, com orgulho e responsabilidade, cada história de superação, cada aula partilhada, cada voz que ecoa em sala. Levo comigo a força das mulheres que transformam seus cotidianos com coragem e afeto. Levo comigo, como promessa coletiva e compromisso ético, a sentença que Conceição Evaristo nos legou e que guia minha caminhada: "a gente combinamos de não morrer", e seguimos combinando, resistindo, reinventando a vida mesmo quando ela nos nega o básico”.

foto da placa em homeagem ao premio recebido pelo professor

 

 

 

 

 

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