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Conif discute a Questão Orçamentária e o Future-se

O terceiro dia do Conif tratou das Ações na Atual Conjuntura, e as pautas foram assuntos que impactam diretamente no presente e no futuro das instituições federais. A questão orçamentária, com o contingenciamento da ordem de 30%, e o programa Future-se direcionaram as discussões.

Flávio Luís Nunes (IFSul), vice-presidente de Assuntos Acadêmicos do Conif, conduziu os trabalhos, e chamou a atenção para a audiência que deve ser realizada em breve, sem data confirmada, com o ministro da Educação, Abraham Weintraub.

Diante da notícia divulgada dia 14 pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), de que o ministro Wintraub acenou com a possibilidade de suspender parte dos cortes no orçamento das universidades federais em setembro, alegando para isso uma arrecadação melhor em agosto e o recebimento de dividendos por parte do Governo Federal, o encontro, já proposto pelo Conif, se reveste de uma importância ainda maior.

Carla Jardim (IF Farroupillha) disse que é preciso discutir com o ministro a urgência na reversão do corte, uma vez que a possibilidade até de encerramento de atividades se torna mais real a cada dia. E o assunto da questão orçamentária gerou um amplo debate entre os reitores, que buscaram soluções convergentes. O reitor Cláudio Alex Da Rocha (IFPA) lembrou que a imprensa tem feito questionamentos, uma vez que a população viu na mídia notícias que alertavam sobre o possível fechamento de unidades em setembro. “Vieram me perguntar se vamos fechar, como estão as conversas com o MEC”.

 Antonio da Luz Júnior (IFTO) e Francisco Brandão (IFMA) acreditam que para a reunião será imprescindível apresentar relatos técnicos, objetivos, que traduzam todos os problemas advindos do contingenciamento, que exemplifiquem de modo inequívoco o impacto negativo que tal proposta provoca na Rede Federal. Já Virgílio Araripe, vice-presidente Administrativo do Conif, reiterou que parte da sociedade ainda não compreendeu a gravidade do momento, e no seu entender isso acontece por falta de informação na mídia.

Sobre o Future-se, o posicionamento dos reitores foi unânime no sentido de  que não se trata de uma adesão ou não, porque o texto apresentado pelo MEC contraria princípios essenciais, como o da autonomia. A Nota Oficial do Conif, inclusive, resume os dois pontos principais da última reunião do Conselho no Rio de Janeiro, ao afirmar que nenhuma ação de futuro deve preceder o ato de sanar a grave situação financeiro-orçamentária vivenciada pela Rede Federal, cujo funcionamento se encontra seriamente ameaçado pelo bloqueio anunciado pelo MEC.

Flávio Nunes fez os encaminhamentos finais. A reunião com o ministro da Educação terá como objetivo principal a liberação de recursos, e também será enviado um Ofício que traduza o sentimento de insatisfação e preocupação com os impactos negativos que o corte provoca, incapacitando as instituições de realizarem, como sempre fizeram, seu papel na sociedade, contribuindo de maneira direta para a educação de milhões de brasileiros.

Em relação ao programa Future-se foi definido que a Nota Oficial, divulgada pelas instituições e pela mídia, ainda traduz a posição clara e objetiva do Conif.

Antes do encerramento da reunião, Virgílio Araripe ainda fez uma breve prestação de contas, e Luiz Simão Staszczack (IFMS) mostrou um relatório A3 que apresenta detalhadamente todas as informações de seu instituto, esmiúça os projetos desenvolvidos, as pesquisas, e a eficiência acadêmica. O relatório também inclui os campi, a situação de cada unidade, apresentando despesas, investimentos e pormenorizando o crescimento alcançado. O Relatório A3 foi aclamado pelo Conselho e muitos reitores pediram que o modelo fosse enviado para que pudesse ser usado em seus estados.      

   

 

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