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Palestra entre alunos de doutorado e professor do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas

Os doutorandos em Ensino de Ciências e os alunos do Grupo de Pesquisa em Trabalho-Educação e Educação Ambiental (GPTEEA) do IFRJ realizaram um encontro com os professores José Helayel – que é coordenador de Astrofísica, Cosmologia e Interações Fundamentais do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF) – e Alexandre Maia do Bomfim – professor de Sociologia da Educação no programa de pós-graduação do campus. O evento foi realizado no dia 14 de agosto de 2019.

Foi o primeiro encontro do professor com os doutorandos, mas vale ressaltar que Helayel faz parte da história do Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências (Propec): ele esteve presente no início do Mestrado Profissional como professor colaborador.

A mestranda do Propec Priscila Paixão contou que o encontro com o professor Helayel foi um suspiro, que renovou as esperanças dela na educação como transformadora da realidade. “Foi um instante de inspiração e motivação, apresentando-nos uma ciência que deve ser para todos, enchendo nossos pulmões de vontade de lutar e contribuir para que ambos, a educação e a ciência, de fato sejam direito de todos”, destacou.

Durante o evento, o professor convidado respondeu questões gerais sobre a Educação em Ciências. Diferente de uma palestra tradicional, foi realizada uma espécie de entrevista, na qual os presentes tinham total abertura para fazer perguntas ao professor e esclarecerem suas dúvidas e curiosidades. Foram abordadas temáticas desde as novas fronteiras da ciência, especialmente da Física, passando por questões sobre o pré-vestibular para negros e carentes, até questões políticas para a pesquisa científica.

A doutoranda Patrícia Nascimento disse que a visita do professor na aula levou um frescor em meio ao clima de tensão em que eles vivem. “Ele, com sua simplicidade incrível, mostrou que nós professores temos ainda um papel social de transformação nas vidas das pessoas. E que não podemos perder a fé, mesmo em tempos nublados de nossa conjuntura política”, afirmou.

O professor Alexandre Maia foi o organizador do evento e contou que o objetivo era esclarecer uma fronteira persistente, que mais atrapalha do que ajuda. “Da mesma forma que César Lattes, quando perguntando qual seria a ciência mais importante, nos agraciou dizendo ser a História, sabia que o professor Helayel também poderia nos contribuir com uma compreensão lato de Ciência que fosse muito menos fragmentária e definitivamente não-positivista. E Helayel afirmou várias vezes que precisamos da Filosofia para fazer Ciência”, enfatizou.

O sociólogo relatou que sabia que o professor Helayel poderia oferecer uma reflexão mais próxima da realidade dos professores que estão lidando diretamente com situações adversas para realizar a Educação em Ciências, por toda a sua vasta experiência com pré-vestibular comunitário. “Eu sabia que uma reconhecida autoridade científica poderia nos ajudar a refletir este momento tão pitoresco em que vive o Brasil, onde se vê o avanço da pseudociência e da ‘anti-ciência’ como nunca”, completou.

O coordenador do CBPF contou que o maior orgulho foi saber que há um Doutorado Profissional na Baixada Fluminense. “O maior orgulho para Nilópolis não deve ser somente a Beija-Flor, mas ter um Doutorado em Ensino de Ciências. Eu adorei ter estado com os doutorandos nessa última quarta-feira. Muito me acrescentou a conversa com o professor Alexandre e com eles”, finalizou Helayel.

Colaboração: Camilla Fonseca

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